domingo, 28 de fevereiro de 2010

A bagagem





Todos carregamos variávelmente bagagens conosco e nelas há coisas notáveis e nítidas e subliminares e ocultas
as vezes ocultas a nós e visíveis à quem nos rodeia ou visíveis a nossos olhos porém oculta a olhos e olhares alheios Parte do que levamos faz bem a quem nos rodeia, ou apenas a nós; porém para seguirmos bem em nosso trajeto é necessário deixar parte ou partes da nossa bagagem e seguir pergando coisas no caminho e prosseguir substituindo gradualmente ou literalmente deixando tudo para trás e seguir com a mãos e ombros lisos a fim de recomeçar algumas coisas que carregamos não nos fazem bem e não enchergamos;existem bagagens que nos ferem ao carregarmos e não vêmos o sangue escorrer;porém somos insistentes em levar ou por não notar os danos ou por teimosia de tentar convencer a si de que a tal bagagem nos será útil em meio ao caminho ou ao fim do mesmo Pegamos bagagens sem ao menos ver ou sentí-las;algumas bagagens parecem vir conosco embutidas como se fossem um pedaço de nós Existem bagagens que pensamos carregar ou que carregaremos para o resto de nossa existência e existem também aquelas que perdemos no caminhos por motivos que vão des de não aguentar a bagagem à perder despercebidamente, visto que algumas perdas nos fazem dar valor ao que tinhamos;em contra-partida outras nos levam a obter bagagens de mais valia,por vezes sigo perdendo e ganhando;uma perda cobre a outra porém existem perdas que parecem irreparáveis;bagagens valiosas isubstituiveis;sigo apenas perdendo, apenas ganhando ou permanecendo com as bagagens obtidas; de fato bagagens fazem parte de nossas vidas